2 de fevereiro de 2018 Creartcode

Cafeína e seus efeitos sobre o desempenho dos atletas

A cafeína é um estimulante muito usado no mundo, e não deve ser considerada como sinônimo de café, pois é apenas uma das centenas de substâncias encontradas nesta bebida.

Esse estimulante está presente em fontes diárias de alimentação além do café, como chá, chocolate, cacau e colas. Além de se encontrar em uma variedade de plantas e medicamentos não prescritos. Por uma ampla variedade de fontes alimentares e não alimentares, a cafeína é considerada, hoje, como a substância psicoativa mais consumida em todo o mundo, socialmente aceita por pessoas de todas as idades, independente do sexo e da localização geográfica.

A cafeína é vista como um suplemento ergogênico nutricional (um suplemento é considerado ergogênico quando aumenta o rendimento esportivo), mas não possui nenhum valor nutricional. Ela é facilmente absorvida pelo estômago e atinge seu ponto máximo no sangue entre 1 e 2 horas. Ademais, tem o potencial de afetar todos os sistemas do corpo, já que é absorvida pela maioria dos tecidos.

CAFEÍNA E ESPORTE

Os efeitos da cafeína para reduzir a fadiga, aumentar a disposição e o estado de alerta são reconhecidos e estudados há muito tempo. Esses estudos mostram que a cafeína pode influenciar indiretamente na performance, permitindo que o indivíduo se exercite com maiores intensidade e por um período maior, reduzindo a dor e a sensação de força por meio do efeito que é causado no Sistema Nervoso Central. A cafeína pode ainda melhorar as funções do músculo esquelético através do aumento da potência muscular.

As evidências mostram que o máximo benefício da cafeína é alcançado com pequenas a médias concentrações, de 2 a 3 mg/kg de peso corporal, o que é facilmente consumida pela maioria da população (em média 3 xícaras de café chegam nesse valor). Esses benefícios ocorrem em diferentes tipos de esportes, incluindo esportes de endurance, explosão e “stop-and-go” (exemplo: futebol).

 

CAFEÍNA E EFEITOS COLATERAIS

A cafeína é relativamente segura, mas as tolerâncias individuais variam e com isso pode haver efeitos colaterais. O consumo excessivo pode provocar ansiedade, nervosismo, dificuldade de concentração, mal-estar gastrointestinal, insônia e irritabilidade. Com alta doses, há riscos de arritmias cardíacas e leves alucinações. Além disso, pode ocorrer um aumento na temperatura corporal, podendo prejudicar o desempenho em exercícios realizados em altas temperaturas. Ademais, por aumentar a diurese, a cafeína pode promover a desidratação.

Antes de começar a consumir o ergogênico, os efeitos devem ser analisados, assim como a influência no esporte, na hidratação, no sono e na alimentação. Por isso é sempre bom consultar uma nutricionista para obter um melhor resultado no uso da cafeína.

CAFEÍNA E O DOPING

Em 1984, nos Jogos Olímpicos de Verão em Los Angeles, aconteceu a introdução do programa anti-doping pelo COI. A cafeína estava incluída na lista de substâncias proibidas, com um excesso de 15 µg/mL na urina. Esta margem abaixou para 12 µg/mL em 1985, o equivalente a uma ingestão de 5- 6mg/kg.

Para entender melhor, considere uma pessoa de 70 kg bebendo rapidamente cerca de 3 a 4 canecas ou 5 a 6 xícaras de café filtrado uma hora antes de um exercício com duração máxima de 1 hora e meia. Se a coleta da urina for feita logo após o exercício, alcançaria o limite máximo de 12 µg/mL. A probabilidade de se alcançar o limite através da ingestão normal de cafeína é baixa, com a exceção da ingestão de doses altamente concentradas.

No novo milênio, porém, esses conceitos mudaram. Os resultados metabólicos variam com os atletas e agora reconhecem que a cafeína excretada na urina não tem utilidade prática como marcador do quantidade de cafeína ingerida. Não existe distinção para a cafeína socialmente consumida e para a cafeína consumida com objetivo de aumentar a performance.

Fonte: MundoTRI


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